O Mês de Agosto e o Imaculado Coração de Maria



Nos últimos meses tenho me dedicado a conhecer melhor o Imaculado Coração e a Imaculada Conceição de Maria tanto em termos históricos como em termos de doutrina católica.

Surpreendi-me ao ler no livro “Grande Livro Ilustrado das Virgens e dos Santos” do autor Noemí Marcos Alba da Didática Editora, S.A., que o dia da celebração do coração Imaculado de Maria é exatamente hoje, dia 22 de agosto, e ainda mais como Padroeira de Angola.

Sendo eu portuguesa, mas nascida em Angola, sinto-me cada vez mais perto de Nossa Senhora, ainda mais que foi o meu próprio nome “Rosária de Fátima” que me indicou por onde começar.

E sim, comecei com as aparições de Fátima – Portugal, a pensar que nestas aparições os termos “Imaculado Coração” e “Imaculada Conceição” começassem aqui a serem falados por Nossa Senhora.

No entanto, percebi que em aparições bem antes de Fátima, estes termos já eram falados por Nossa Senhora, como foi o caso das Aparições de Nossa Senhora de Lurdes a Santa Bernardete.

Na própria história de Portugal, a sua primeira santa portuguesa, a Santa Beatriz da Silva (nascida em 1437 e falecida em 9 de agosto de 1492) foi a fundadora de uma ordem religiosa feminina totalmente dedicada à Imaculada Conceição.

Já escrevi um artigo que vai ainda mais para antes dessa data, especialmente nos primeiros séculos do cristianismo.

Mas aqui ainda refiro São João Eudes (14/11/1601-19/08/1680), que introduziu o culto do Sagrado Coração de Jesus e do Santo Coração da Maria, escrevendo o livro “O Admirável Coração da Santíssima Mãe de Deus”. A sua memória litúrgica festeja-se a 19 de agosto.

O mês de agosto tem assim vários dias dedicados a santos e santas que muito amaram Nossa Senhora, e a meio deste mês celebramos a sua Assunção e oito dias depois a festa de Nossa Senhora Rainha exatamente neste dia de 22 de agosto.

Outro livro que tenho lido para aprofundar mais este tema da Imaculada Conceição é “Memórias da Irmã Lúcia” onde conhecer a vida dos três pastorinhos, simples crianças, cujo crescer da santidade é notório depois de verem Nossa Senhora.

“Sofrer pelos pecadores porque não há quem sofra por eles” era uma das missões dos três pastorinhos.

Salvar almas para Deus por meio do nosso sofrimento quotidiano foi um dos pedidos de Nossa Senhora. 

Este pedido de “salvar almas” me fez falar de Santa Beatriz da Silva, e a sua Ordem totalmente dedicada à Imaculada Conceição me leva a conhecer a Beata Mariana que será o tema do meu próximo artigo.

Entretanto, o Papa Francisco escreve o livro “AveMaria” que aprofunda esta forte oração mariana que se inicia com a saudação de um anjo. E se um anjo saúda Maria e diz-lhe que é “cheia de graça”, vejo-me igualmente diante de Maria que “exulta de alegria em Deus, seu Salvador” porque aceitou ser “a escrava do Senhor”. 

Aliás, ao ler “A Virgem Maria e o Diabo nos Exorcismos” de Francesco Bamonte, mais compreendo porque Maria, a Imaculada Conceição e o seu coração Imaculado é a resposta para a grande batalha espiritual que já no livro do Apocalipse (Apocalipse 12) se profetizava.

“Todos os dias, de uma extremidade à outra da terra, no mais alto dos céus, no mais profundo dos abismos, tudo proclama e publica a admirável Virgem Maria. Os nove coros dos Anjos, os homens de ambos os sexos, idades, condição ou religião, os bons e os maus, e até mesmo os demónios, são forçados a chama-la bem-aventurada. Quer queiram, que não, a isso os obriga a força da verdade. Como diz S. Boaventura, todos os anjos lhe cantam no céu incessantemente: “Santa, santa, santa Maria, Virgem Mãe de Deus”. (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” de S. Luís de Montfort, Edições Monfortinas).

(Texto de autoria de Rosária Grácio)

Nota: Os links dos livros que coloquei neste texto são apenas como referência pois existem várias livrarias que os vendem e alguns deles em várias editoras.


Bibliografia:




História de Santa Beatriz da Silva - Parte II



Neste vídeo partilho a segunda parte da história de Santa Beatriz da Silva que faz parte dos vários artigos que tenho dedicado neste blogue à história da Imaculada Conceição.


Em Toledo, Beatriz viveu por trinta anos, no Convento Dominicano de São Domingos chamado O Real, ou O Antigo.

Neste convento, Beatriz viveu voluntariamente em completo encerramento, dedicando totalmente a sua vida a Deus.
Para dedicar também a sua beleza a Deus, cobriu o seu rosto com um véu branco que só era levantado em raras ocasiões.

Durante este tempo, aguardou com paciência e obediência, para que fosse aprovada uma ordem religiosa completamente dedicada à Imaculada Conceicão, conforme Nossa Senhora lhe tinha pedido.


Em 1484, com o apoio da soberana Dona Isabel, a Católica, Beatriz saiu do mosteiro para uma parte dos Palácios de Galiana, com doze donzelas, na sua maioria portuguesas, que desejavam também fundar um Mosteiro dedicado à Imaculada Conceição de Maria.


Após elevarem juntas uma súplica ao Pontífice, a 29 de Abril de 1489, por bula do Papa Inocêncio VIII, a nova ordem foi reconhecida como Inter universa, executada em Toledo, na presença de Dona Beatriz e das suas discípulas, nos Palácios.

Porém, a fundação do mosteiro concluiu-se apenas poucos momentos antes da morte da própria Dona Beatriz, que foi a primeira a professar e a receber o hábito da Conceição, já em agonia, a 9 de Agosto de 1491.


Beatriz, para receber então a Santa Unção, levantaram-lhe do rosto o véu branco. Viu-se que a sua face resplandecia “como a luz quando mais luz”, Na fronte de Beatriz surgiu uma estrela de ouro muito brilhante, que se extinguiu quando morreu.

Esta estrela irá se tornar o seu maior símbolo, estando em praticamente todas as suas imagens, desde o século XVI aos nossos dias.

Santa Beatriz foi beatificada apenas em 1926 e canonizada em 1976, pelo já também Santo Papa Paulo VI.


As monjas da  Ordem da Imaculada Conceição são habitualmente chamadas por Concepcionistas franciscanas, ou apenas Concepcionistas, ou Conceicionistas, honrando, assim, a invocação de Nossa Senhora da Conceição como Rainha de Portugal, coroada por Dom João IV. A Ordem da Imaculada Conceição é uma das maiores Ordens Religiosas femininas de vida contemplativa, da Igreja.


A vocação concepcionista é dedicar a vida a Deus, em íntima união com Maria, contemplando a sua Conceição Imaculada.

A Ordem da Imaculada Conceição é totalmente contemplativa.

As Concepcionistas buscam o princípio e o fim de todas as coisas na oração, pois só na oração incessante (1Ts 5,7) podem conhecer a Deus como a seu único Esposo.


Talvez a clausura pareça um tipo de "separatio", de separação. Na realidade, porém, é uma communio mais profunda com o mundo.

Porém, na clasura, as Irmãs Concepcionistas oferecem um sacrifício de louvor, com Cristo, um sacrifício de louvor oferecido ao Pai em nome da humanidade.


Santa Beatriz, dócil aos apelos do Espírito Santo,

pôs-se à disposição de Cristo e de Maria num ato de obediência, fielmente mantido por toda a sua vida. Desta fidelidade de Beatriz,
nasceu a Ordem da Imaculada Conceição”.

(Constituições Gerais, Art. 32)


A história sobre Santa Beatriz  foi consultada em



Pintura de Santa Beatriz da Silva

Técnica mista sobre papel
Original de Gráccio Caetano




História de Santa Beatriz da Silva - Parte I



Neste primeiro vídeo começo a contar a história de Santa Beatriz da Silva.

Beatriz nasceu em Campo Maior, Portugal, por volta do ano 1436-1437, filha de Dom Rui Gomes da Silva, alcaide mor da cidade, e Dona Isabel de Meneses. Era a segunda dentre os onze filhos, em uma família profundamente cristã e tendo como mestres, os Religiosos Franciscanos que, ao par de sólida piedade, incutiram-lhe um terno amor à Maria Santíssima, no mistério da sua Imaculada Conceição.
Entre outros, foram seus irmãos João de Meneses, que viria a ser o Beato Amadeu Hispano, secretário pessoal e confessor do Papa Sisto IV, e dos Duques de Milão, escritor místico e reformador da Ordem de São Francisco na Península Itálica; e Dona Maria de Meneses, donzela da Rainha Dona Isabel, mulher de Dom Afonso V de Portugal, que casou com Gil de Magalhães, 2.º Senhor de Ponte da Barca, ascendentes do Provedor da Real Irmandade de Santa Beatriz da Silva, Alfredo Côrte-Real.
Para além da sua origem nobre, a jovem Beatriz tinha uma beleza exterior que a evidenciava perante as outras jovens do seu tempo.

Conta-se que o seu rosto, por ser tão belo, foi usado para ser modelo da pintura da imagem da Virgem Maria. Porém, a jovem Beatriz só acedeu por pedido de seu pai, mas fechou os olhos por não se achar digna de ser usada para modelo da Virgem Maria a quem tanto amava.

 
O original deste quadro atualmente está na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior e uma cópia venera-se na Igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior.

Todos os seus Biógrafos narram sua grande piedade e virtude desde sua infância, e os testemunhos para o Processo de sua Canonização declaram que desde menina foi devotíssima do mistério da Imaculada Conceição.

Na Primavera de 1447, Beatriz foi para Castela, como donzela da Senhora Dona Isabel, filha mais velha da Infanta Dona Isabel, que ia casar-se com Dom João II daquele reino.
Beatriz era bela e pudorosa. Esforçava-se por manter sua conduta irrepreensível em meio a tantas frivolidades, ciúmes e vaidades. Porém apesar de tudo, certos palacianos maliciosos e maldosos a caluniaram de ter secretos encontros amorosos com o Rei.

A isto não resistiu os ciúmes da Rainha Isabel, quando ouviu os rumores da calúnia, começou a duvidar da fidelidade de seu marido o Rei e viu em Beatriz uma possível rival. Queria então fazê-la desaparecer. Começou a arquitetar uma maneira de fazê-la desaparecer. 

O ciúme é sempre engenhoso… Certa noite a Rainha convidou Beatriz para que a seguisse e simulando querer contar-lhe um segredo, a levou por um solitário caminho do palácio até chegar num lugar que tinha preparado de antemão. Ao passar junto dele, a Rainha lhe deu um forte empurrão fazendo-a cair dentro do grande baú, e cerrando-o rapidamente com chave, abandonou-a na escuridão.


Beatriz gritou, suplicou … Era inocente nunca dera ouvidos aos galanteios, nem salientara ambição alguma. Mas o ciúme da Rainha já se transformara em ódio e o ódio é cego.


Beatriz estava sepultada viva, as trevas a cercavam e faltava-lhe todo o auxilio humano. Condenada a morrer asfixiada dentro de um baú! Era jovem e inocente. O desespero rondava-lhe a alma.

Da Terra nada podia esperar. Voltou-se então para o Céu. Entregou-se nas mãos de Deus e se encomendou à Ssma. Virgem com grande devoção. A vida parecia fugir, quando se viu envolta em vivíssima luz. E nesta luz divisou a Virgem Santíssima, resplandecente como os raios do sol, vestida com hábito branco e manto azul celeste, em seus braços um formoso Menino, ferindo com uma lança a cabeça de um horrendo dragão. Depois de confortá-la com carinho maternal lhe disse que dali sairia e que fundaria uma ordem consagrada à Imaculada Conceição.


Beatriz agradecida, se entregou como serva e escrava, e consagrando sua virgindade se ofereceu em corpo e alma ao serviço de sua Celestial Senhora a Mãe de Deus. A Virgem Santíssima, depois de prometer-lhe que sairia daquele baú com vida, desapareceu, deixando Beatriz numa felicidade indescritível.


Passados porém, três dias, o Tio de Beatriz exigiu explicações da Rainha. Esta levou-a ao lugar onde estava encerrada Beatriz. Levava a certeza de encontrá-la morta, já cadáver, pois ninguém resistiria a tal suplício por muito tempo. Teriam terminado, assim, as rivalidades. Mas terrível surpresa a aguardava. Ao abrir o baú , em lugar de um cadáver hirto e lívido, sem vida, surgiu Beatriz, risonha … formosa … cheia de vida … quase resplandecente. Parecia mais bela, com um sorriso celeste a emoldurar-lhe o doce semblante.


Dois sentimentos chocaram-se no coração da Rainha: a raiva e o pavor. Entre atônita e apavorada, desfaz-se em lágrimas e cai aos pés da donzela com rogos de perdão. Um abraço foi a resposta de Beatriz.


A Rainha que arquitetara o desaparecimento da sua rival, sentiu-se humilhada ao presenciar que o seu ato apenas servira para aumentar o prestigio da sua vítima. E passados os primeiros momentos de emoção, Isabel sentiu a inveja acordar em seu coração. Ordenou a Beatriz que abandonasse a Côrte.

Para Beatriz, uma alegria, não sentia outro desejo. Três dias depois acompanhada pelo seu Tio, abandonou a Côrte e dirigiu seus passos a Toledo.
O encerramento de Beatriz ocorreu no Paço Real de Tordesilhas, e é possível que este acontecimento tivesse ocorrido por causa de uma doença psiquiátrica da Rainha, uma enfermidade que a acompanharia até à morte, daí a muitos anos.

Dona Beatriz da Silva, com a permissão da Rainha, decidiu sair imediatamente da corte e empreendeu viagem para Toledo, para se recolher no Mosteiro de São Domingos.
Durante esta viagem encontrou dois monges franciscanos que lhe falaram da Imaculada Conceição. 

Estes dois monges franciscanos, por discernimento, foram considerados como São Francisco de Assis e Santo António.

Na altura, ainda não tinha sido proclamado o dogma da Imaculada Conceição. Porém, entre os frades franciscanos, sempre tiveram a certeza deste dogma, por seu grande amor por Nossa Senhora.

No próximo vídeo continuarei a contar a história de Santa Beatriz, pois após se libertar do mundo, entrega-se a Deus inteiramente, mas mais pormenores, irei falar no próximo artigo.

A história sobre Santa Beatriz foi consultada em
  
Pintura de Santa Beatriz da Silva
Técnica mista sobre papel
Original de Gráccio Caetano

Montagem de Vídeo:
Rosária Grácio

Santa Beatriz da Silva e o Imaculado Coração de Maria - Parte I




(Continuação do artigo anterior:
https://caminhosantos.blogspot.com/2019/03/a-imaculada-conceicao-nos-primeiros.html )

Beatriz nasceu em Campo Maior, Portugal, por volta do ano 1436-1437, filha de Dom Rui Gomes da Silva, alcaide mor da cidade, e Dona Isabel de Meneses. Era a segunda dentre os onze filhos, em uma família profundamente cristã e tendo como mestres, os Religiosos Franciscanos que, ao par de sólida piedade, incutiram-lhe um terno amor à Maria Santíssima, no mistério da sua Imaculada Conceição.

Entre outros, foram seus irmãos João de Meneses, que viria a ser o Beato Amadeu Hispano, secretário pessoal e confessor do Papa Sisto IV, e dos Duques de Milão, escritor místico e reformador da Ordem de São Francisco na Península Itálica; e Dona Maria de Meneses, donzela da Rainha Dona Isabel, mulher de Dom Afonso V de Portugal, que casou com Gil de Magalhães, 2.º Senhor de Ponte da Barca, ascendentes do Provedor da Real Irmandade de Santa Beatriz da Silva, Alfredo Côrte-Real.

Para além da sua origem nobre, a jovem Beatriz tinha uma beleza exterior que a evidenciava perante as outras jovens do seu tempo.

Conta-se que o seu rosto, por ser tão belo, foi usado para ser modelo da pintura da imagem da Virgem Maria. Porém, a jovem Beatriz só acedeu, por pedido de seu pai, mas fechou os olhos por não se achar digna de ser usada para modelo da Virgem Maria a quem tanto amava.


O original deste quadro atualmente está na Santa Casa da Misericórdia de Campo Maior e uma cópia venera-se na Igreja do Mosteiro da Imaculada Conceição de Campo Maior.

Todos os seus Biógrafos narram sua grande piedade e virtude desde sua infância, e os testemunhos para o Processo de sua Canonização declaram que desde menina foi devotíssima do mistério da Imaculada Conceição.

Por sua família ser ligada à nobreza, Beatriz foi para Castela, como donzela da Senhora Dona Isabel, filha mais velha da Infanta Dona Isabel, que ia casar-se com Dom João II daquele reino.

Na corte castelhana, aos poucos anos foi considerada a dama mais formosa e gentil, recebendo muitos pedidos de casamento de duques e de condes.

Porém,  por ciúmes da sua beleza, a Rainha Dona Isabel, sua senhora, a encerrou num cofre, para que aí morresse, sozinha. Este encerramento, que ocorreu no Paço Real de Tordesilhas, ter-se-á devido a uns ciúmes da Rainha, alimentados por intrigas palacianas, acerca de um suposto interesse de Dom João II, seu marido, por Dona Beatriz, embora seja possível, na verdade, que este acontecimento tivesse ocorrido por causa de uma doença psiquiátrica da Rainha, uma enfermidade que a acompanharia até à morte, daí a muitos anos.

Foi nesse cofre ou baú que a jovem Beatriz teve a visão de Nossa Senhora, vestida de hábito branco com escapulário da mesma cor, com um manto azul. A Virgem Santíssima disse-lhe que ela sairia dali viva e que devia fundar uma ordem destinada  a defender e honrar o Mistério da Imaculada Conceição.

Quando a rainha disse onde estava Beatriz e julgando que após 3 dias já estaria morta, foi surpresa e milagre que Dona Beatriz da Silva, ainda estivesse viva, pedindo para sair imediatamente da corte, tendo a rainha consentido.

E assim, a jovem Beatriz deixa o mundo da nobreza e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas, com o apoio de Dom João da Silva, 1.º Conde de Cifuentes, seu parente, que morava na cidade com a sua família, como muitos outros portugueses, que ali se tinham exilados na Crise de 1385-1386. 

Ali, fica cerca de 30 anos, e longe do mundo, funda a Ordem dedicada à Imaculada Conceição de Maria. 

Mas antes que tal Ordem se concretizasse, Beatriz enquanto aguardava a aprovação papal para a sua ordem, foi sinal de obediência, silêncio e virtude que mais em pormenor irei falar no próximo artigo.


A história sobre Santa Beatriz foi consultada em

Fotos de pinturas originais de Gráccio Caetano

Memórias da Irmã Lúcia - I : Aparições do Anjo - 1915




Começo com este vídeo o meu aprofundamento a respeito da Irmã Lúcia. 

A mensagem de Fátima e o Imaculado Coração de Maria, a meu ver, respondem a muitas das nossas indagações do nosso tempo...

Por isso, nos últimos meses tenho feito vários artigos sobre estes temas e convido a todos que o quiserem que me acompanhem neste blogue.

Em breve publicarei um artigo sobre Santa Beatriz da Silva que fundou a ordem da Concepcionistas dedicada ao Imaculado Coração de Maria.

Em Fátima, a Virgem Maria disse que o seu Imaculado Coração triunfará.

Por isso, comecei a estudar este dogma e toda a sua história que cada vez mais me surpreende porque desde há muitos anos, várias aparições de Nossa Senhora, em vários locais do mundo, falam do seu Imaculado Coração.

E em Fátima, com Lúcia e a sua persistência e humilde obediência, percebi que a sua mensagem é profundamente atual e cada vez mais urgente nos nossos tempos.

Convido-lhe a ler as Memórias da Irmã Lúcia que estão on line em


A Imaculada Conceição nos primeiros séculos do Cristianismo


(Continuação do artigo anterior:

Desde os primeiros séculos do cristianismo, a santidade de Maria era como que um bálsamo de coragem nos tempos mais difíceis da perseguição de que eram alvo os cristãos.

Assim escreveu Santo Irineu, que nasceu na Ásia Menor e foi discípulo de São Policarpo, que por sua vez conviveu diretamente com o Apóstolo São João, o Evangelista: “Assim como aquela Eva, desobediente, tendo Adão por varão, porém permanecendo ainda virgem, foi a causa da morte, assim também Maria, tendo já um varão predestinado e, no entanto, virgem obediente, foi causa de salvação para si e para todo o gênero humano (…) Desta forma, o nó da desobediência de Eva foi desatado pela obediência de Maria. O que a virgem Eva amarrou por sua incredulidade, foi desamarrado pela fé da Virgem Maria”. Com efeito, assim como um nó não é desamarrado enquanto não se passam os cabos pelo mesmo lugar, mas de modo inverso, assim também a Redenção operou de forma idêntica, mas de modo inverso ao da queda.” (Santo Irineu – século II)

No século III d.C., Hipólito de Roma chama Maria de “madeira incorruptível” a “Virgem” e o “Espírito Santo”, enquanto que Orígenes é o primeiro a chamar-lhe de “Toda Santa” (panagía).

No século IV d.C., Metódio de Olímpia fala de Maria como “cheia de graça”, “imaculada”. S. Efrém é ainda mais incisivo: “…em ti, Senhor, não há mancha nem há em tua mãe mancha alguma” (Carmina nisibena 27,8). S. Gregório Nazianzeno começa a refletir sobre a necessidade de uma purificação com antecedência (prokatharazeisa) em Maria por obra do Espírito, em virtude de sua missão (Or. 38,12; cf. também S. Hilário de Poitiers; S. Cirilo de Jerusalém; S. Ambrósio).

No Século V d.C, autores cristãos começam claramente a falar da ausência de todo contágio de pecado/mal em Maria (Prudêncio; “Teodoreto de Ancira”; Proclo; Hesíquo de Jerusalém; S. Máximo de Turim). O hinoAkathisto, talvez desta época, exclama: “Ó Imaculada”; “Ave coluna de sacra pureza”.

E com o passar dos anos, os cristãos vão adotando cada vez mais esta consciência da Imaculada Conceição de Maria.

Para ver mais em detalhe todo este caminho, deixo aqui o link do site da Academia Marial de Aparecida, sediada no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida (SP):
www.a12.com/academia/catequese/breve-historia-do-dogma-da-imaculada-conceicao

Uma das ordens religiosas que mais defendia a Imaculada Conceição de Maria foram os franciscanos. Assim São Francisco saudava a Virgem Maria:

SAUDAÇÃO À VIRGEM MARIA 
(SÃO FRANCISCO DE ASSIS)

Salve, ó Senhora Santa, Rainha Santíssima,
Mãe de Deus, ó Maria, que sois Virgem feita igreja,
eleita pelo Santíssimo Pai celestial,
que vós consagrou por seu Santíssimo e
dileto Filho e o Espírito Santo Paráclito.
Em vós residiu e reside toda plenitude da graça e todo o bem.
Salve, ó palácio do Senhor!
Salve, ó tabernáculo do Senhor!
Salve, ó morada do Senhor!
Salve, ó manto do Senhor!
Salve, ó serva do Senhor!
Salve, ó mãe do Senhor!
E salve vós todas, ó santas virtudes derramadas,
pela graça e iluminação do Espírito Santo,
nos corações dos fiéis, transformando-os de infiéis
em fiéis servos de Deus!

Duns Escoto, atraído pelo carisma de São Francisco de Assis, entrou na Família dos Frades Menores, e em 1291 foi ordenado sacerdote. “Na época de Duns Escoto a maior parte dos teólogos fazia uma objecção, que parecia insuperável, à doutrina segundo a qual Maria Santíssima foi preservada do pecado original desde o primeiro momento da sua concepção: de facto, a universalidade da Redenção realizada por Cristo, à primeira vista, podia parecer comprometida por semelhante afirmação, como se Maria não tivesse precisado de Cristo e da sua redenção. Por isso os teólogos opunham-se a estes textos. Então, Duns Escoto, para fazer compreender esta preservação do pecado original, desenvolveu o argumento é o da "Redenção preventiva", segundo a qual a Imaculada Conceição representa a obra-prima da Redenção realizada por Cristo, porque precisamente o poder do seu amor e da sua mediação obteve que a Mãe fosse preservada do pecado original. Por conseguinte Maria é totalmente remida por Cristo, mas já antes da concepção. Os Franciscanos, seus irmãos de hábito, aceitaram e difundiram com entusiasmo esta doutrina, e outros teólogos – muitas vezes com juramento solene – comprometeram-se a difundi-la e a aperfeiçoá-la.” (PAPA BENTO XVI - AUDIÊNCIA GERAL de 7 de Julho de 2010)

E o passar dos anos só demonstrou que os cristãos adotavam e acreditavam na Imaculada Conceição de Maria, muito antes dele ser propagado como dogma pela Igreja Católica. 

Então, eis que numa família portuguesa “…educada num profundo espírito e virtudes cristãs”, e com grande amor à Imaculada Conceição de Maria, nasce  Beatriz da Silva e Menezes pelo ano de 1437 em Campo Maior no Alentejo.

(Continua no próximo artigo)

rmasterciariasfranciscanas.blogspot.com/2013/05/maria-no-olhar-de-sao-francisco.html

w2.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2010/documents/hf_ben-xvi_aud_20100707.html


Fotos de pinturas originais de Gráccio Caetano
gracciocaetano.blogspot.pt


Convido-lhe a ver esta parte do filme "Duns Scotus" (2011) onde se acompanha a defesa da Imaculada Conceição de Maria:

A Imaculada Conceição de Maria



Conhecer a vida dos santos é aprender com quem já viveu  esta aproximação a Deus, estes caminhos de santidade quase que intocáveis. 

No entanto, o ser humano imperfeito diante da perfeição de Deus, interroga-se se é possível chegar a Ele.

Será que é possível chegar à luz mais bela e mais pura de Deus?

Lembrei de Maria, a Mãe de Jesus, a Mãe de Deus, a Mãe da Igreja, a Mãe de todos nós, incluindo nós, os mais pecadores.

Eu sempre gostei de Maria, e a sua imagem me fazia sentir a paz de Deus.

Desde o meu nascimento, a presença da Mãe de Deus se fez sentir na minha história de vida.

Quando nasci, saí já como morta pois não chorei. A minha mãe teve um parto difícil e demorado, e foi ela que sentiu que já em seu ventre morria, quando agarrou-se às grades da cama da maternidade para fazer força e colocar-me para fora pois os enfermeiros que a assistiam diziam que ainda não tinha chegado a hora do meu nascimento. O atraso do meu parto quase me tirou a vida, pois já nasci inerte e roxa, talvez já morta. Enquanto os médicos me reanimavam, dando-me uma palmada para chorar, como na altura se fazia para que os bebês chorassem ao nascer, a minha mãe prometeu que se eu vivesse, Maria Santíssima seria a minha madrinha espiritual de Batismo.


E realmente revivi, sendo batizada uns meses depois deste primeiro milagre em minha vida, a 13 de marco de 1966. Uma das fotos do meu batismo foi tirada, exatamente junto ao altar de Nossa Senhora de Fátima.

Por isso, desde criança, Maria acompanhou-me com especial ternura. Mesmo nas alturas em que vivi longe da sua presença materna, Ela nunca me deixou órfã da sua proteção.

Sim, houve um tempo em que a minha fé católica esfriou um pouco. Nessa altura vivia muito apegada às coisas do mundo. Estava a viver uma fase profissional próspera, com uma carreira na função pública estabilizada.

Foi uma altura em que devido a tanta prosperidade financeira que fiquei realmente como que inundada pela visão material e racional, tentando também enquadrar a minha fé católica nesta minha visão mais moderna, nem que fosse contrário ao que ouvisse na igreja.

Porém, Deus quando ama, não nos quer longe Dele. E Maria, é a Mãe que nunca esquece os seus filhos. E mesmo que estes filhos se afastem Dela ou mesmo a esqueçam ou a desprezem, Maria tem um carinho muito especial que só quem é católico o consegue sentir em plenitude quando a Ama, sem reservas.

Foi então que fiz uns exames de rotina, e apareceu indícios de algo grave que levou o médico a mandar-me fazer novos exames para avaliar a minha situação mais em pormenor.

Foram dias de muita ansiedade em que olhava para a minha vida e tudo aquilo que estava a construir, e que parecia inabalável, a desmoronar perante a minha fragilidade humana.

Marcado o dia em que tinha uma nova consulta para ser reavaliada, enquanto aguardava que fosse atendida, lembrei-me de recorrer à Imaculada Conceição de Maria. Naquela ocasião, por estar encharcada com as coisas materiais do mundo, não acreditava muito neste dogma da Imaculada Conceição de Maria, apesar de ter sido aprovado pela Igreja Católica. À minha mente racional parecia-me demasiado obscuro.

Acreditar na Imaculada Conceição de Maria é acreditar que Maria, mãe de Jesus nasceu com a Graça especial e o privilégio de ser preservada do pecado original.

Assim declarou o Papa Pio IX, no dia 08 de dezembro de 1854, juntamente com 54 cardeais, 43 Arcebispos, 100 Bispos e mais de 50 mil romeiros, que vieram do mundo todo, na Bula INEFFABILIS DEUS”: “A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis.”
O dogma aponta para dois pontos importantes:a) a Virgem Santíssima foi preservada do pecado original desde o princípio de sua concepção;b) a Virgem Santíssima recebeu este privilégio, apesar de humana, por causa de Jesus Cristo, gerado em seu ventre.
Apesar de todas estas belas palavras, tudo isto era demasiado complexo para minha consciência racional e prepotente.

Porém, a Virgem Maria, minha madrinha espiritual de batismo sempre esteve ao meu lado, mesmo nestas alturas em que me julgava uma pessoa inteligente e moderna, que já não acreditava em histórias cientificamente improváveis.

Sim, acreditava que estas histórias religiosas de santos e santas, tinham um fim de levar-nos a Deus, com lições de vida, como que sendo fábulas, mas daí acreditar que seriam verdadeiras, era um passo que o meu espírito cheio de mim mesma não conseguia acreditar. Eu até me julgava muito crente em Deus, e que tinha uma grande devoção a Maria, porém não acreditava em tudo que a minha religião católica dizia.

Lembro-me bem que na altura, enquanto esperava o veredicto final do médico, pedi à minha Mãe do céu, com uma certa prepotência, de que hoje me arrependo, dizendo-lhe: - Minha Mãe Santíssima, pela sua Imaculada Conceição, se é verdadeira e para que eu acredite, me livre de uma doença grave, neste momento.

Quando entrei no consultório médico, quase que convicta que iria estar diante de uma má notícia, eis que o médico me diz que afinal o que julgava não era o que tinha, e que podia ter uma vida normal.

Diante daquela notícia, senti-me como que tendo diante de mim, uma nova oportunidade de vida. Foi a partir daí que comecei a tentar conhecer melhor a Imaculada Conceição de Maria.

“Ao sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem chamado José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» (Lucas 1, 26-28)

E fiquei ainda mais surpreendida, quando ao aprofundar mais e mais sobre este tema,  que a Imaculada Conceição está presente em tantas aparições da Virgem Maria e que começou a ser divulgado e seguido pelos fiéis e santos da Igreja católica, ainda muito antes de ser proclamado como dogma e que a primeira santa portuguesa, a Santa Beatriz da Silva fundou uma ordem dedicada totalmente à Imaculada Conceição que até os dias de hoje, em vários países do mundo, assumiu para si a clausura para rezar por toda a humanidade.

A partir deste conhecimento da Imaculada Conceição de Maria, cujas as raízes bíblicas vem desde o Antigo Testamento e complementam-se no Apocalipse, comecei a perceber melhor as aparições de Nossa Senhora em Paris, em Lourdes e em Fátima.


Sim, nas aparições de Fátima aos três pastorinhos, a Imaculada Conceição de Maria vem dar ao mundo um alerta que se prolonga aos dias de hoje.

Por isso, vou dedicar vários artigos a este tema, que abraça a história da Igreja e a minha própria história nos últimos anos.

Conhecer melhor este dogma da Imaculada Conceição de Maria concedeu-me a graça de conhecer melhor a minha religião católica, compreendendo mais em pormenor a minha fé e ajudou.me a pratica-la de forma mais amadurecida.

Por vezes, não conhecemos muito bem os dogmas da Igreja católica e nem o que podem representar na nossa fé. Porém, na minha experiência de vida, tenho comprovado o quanto perdi em minha espiritualidade por me esquivar de aprofundar e estudar toda esta riqueza espiritual do catolicismo, deixando de beber deste manancial de graças, esta água viva que brota da Igreja católica que está ali tão acessível e ao mesmo tempo tão menosprezado pela nossa prepotência. Confiamos nas nossas próprias opiniões sem primeiro dar pelo menos uma oportunidade de ler, aprofundar e ouvir, pois para as coisas de Deus, temos de ter ouvidos para ouvir como disse Jesus tantas vezes nos Evangelhos.

Saiu o semeador a semear a sua semente. E ao semear, parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu no pedregulho; e, tendo nascido, secou, por falta de humidade. Outra caiu entre os espinhos; cresceram com ela os espinhos, e sufocaram-na. Outra, porém, caiu em terra boa; tendo crescido, produziu fruto cem por um. Dito isto, Jesus acrescentou alteando a voz: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!"(Lucas 8, 5-8)


Parece que isto de ter ouvidos para ouvir é um contrassenso, mas ter ouvidos para ouvir é exatamente este preparar e parar um pouco a nossa vida cheia de nós mesmos e simplesmente ouvir como fez Maria, a irmã de Marta aos pés de Jesus. Podemos ser a Marta que se enche de tarefas, pois há tanto que fazer. Mas basta que tenhamos este momento aos pés de Jesus e escolhemos a melhor parte.

 “Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa. Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor, escutava a sua palavra. Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se, disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.» O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com muitas coisas; mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada.»" (Lucas 10, 38-42)

Esta melhor parte é ir mais além, pois quem ama, vai para além das aparências e quer conhecer, estar perto, ouvir e preparar o coração para apenas estar ali, sem reservas e ouvir o seu amado.

Jesus quis nascer de Maria e por isso, ao lado de Maria, tenho comprovado na minha vida que igualmente aprende-se muito mais sobre Jesus.

Por isso, ao querer conhecer mais sobre este dogma da Imaculada Conceição de Maria, mais cresci na minha união com Jesus, e em Deus, com uma fé mais consciente e concreta.

Ao conhecer melhor o dogma da Imaculada Conceição de Maria, surpreendi-me, pois, esta riqueza espiritual de fé, me levou a conhecer melhor a Vontade de Deus para a humanidade e especialmente para a minha vida, e igualmente me ajudou a ter uma verdadeira devoção à Mãe de Jesus.

 “Existe uma ligação orgânica entre a nossa vida espiritual e os dogmas. Os dogmas são luzes no caminho da nossa fé: iluminam-no e tornam-no seguro. Por outro lado, se a nossa vida for recta, a nossa inteligência e nosso coração estarão abertos para acolher a luz dos dogmas da fé (Cf. Jo 8, 31-32).”(Catecismo da Igreja Católica nº 89)

Antes do meu próximo artigo convido-vos a ver e ouvir estes vídeos que certamente irão melhor explicar este dogma da Imaculada Conceição:

Padre Paulo Ricardo explica teologicamente a  Solenidade da Imaculada Conceição:

Nesse vídeo, o Dr. Scott Hahn explica maravilhosamente o dogma da Imaculada Conceição de Maria e nos mostra onde este se encontra nas Sagradas Escrituras. O Dr. Scott Hahn foi protestante e converteu-se ao catolicismo após conhecer mais profundamente a Igreja Católica, pelo que os seus conhecimentos são riquíssimos em termos bíblicos, históricos e dogmáticos:


No próximo artigo falarei da Santa Beatriz da Silva e como ela criou uma ordem religiosa totalmente dedicada à Imaculada Conceição.

Bibliografia:
As leituras bíblicas foram consultadas em:

O Catecismo da Igreja Católica foi consultado on line em

Aqui pode baixar a Novena a Nossa Senhora das Graças ou Novena da Medalha Milagrosa

A Bula "Ineffabilis Deus" - Dogma da Imaculada Conceição" foi consultada on line em: